Aos 53 anos, Gisele Fróes, afirma que lida bem com o passar dos anos

“É o corpo e o rosto que eu tenho, não vou ficar sofrendo não!” diz a Cândida de A Força do Querer.

Fernanda Chaves

Gisele Fróes | <i>Crédito: Minha Novela
Gisele Fróes | Crédito: Minha Novela


Marcada por personagens mais sérios nas novelas, Gisele Fróes mostra em A Força do Querer um lado desconhecido do público. “Esse é o meu primeiro papel cômico na TV e está sendo uma delícia, estou me divertindo”, comemora. Com um temperamento diferente da espevitada Cândida, a atriz acaba surpreendendo os fãs da trama de Gloria Perez quando é vista despida da mãe da Jeiza (Paolla Oliveira). “Esses dias eu estava numa feira de antiguidade e uma pessoa falou comigo: ‘Nossa, não estou acreditando! Você é tão elegante. Como consegue fazer aquilo? ’ Eu gostei, foi um elogio”, diverte-se a carioca.

BOA FORMA FÍSICA

As roupas justas da Cândida exibem a ótima forma de Gisele, resultado de uma rotina de exercícios e cuidados com a alimentação. A atriz evita produtos industrializados e foca em frutas, legumes e verduras. Mas, tem seu ponto fraco. “Amo doce! Preciso me segurar, senão como todo dia”, assume. Mas nada que não dê para correr atrás depois. “Faço yoga, natação e ando de bicicleta. Eu tenho prazer em levar uma vida regrada, não é sacrifício”, diz.

SEM GRILOS

Aos 53 anos, a virginiana conta como lida com os sinais da idade e com a temida alta definição (HD) na TV. “O HD mostra mais do que a gente acha que tem (risos). Mas é o corpo que eu tenho, o rosto que eu tenho, não vou ficar sofrendo por isso não”, avisa. Sem neuras, a atriz está satisfeita com sua aparência e não pensa em mudanças. “É importante a gente ter respeito à idade, as rugas são a nossa história. Tem gente que faz plástica e não dá certo. Prefiro ficar com a cara velha enrugada do que com o rosto velho esticado”, brinca.

Em A Força do Querer, Gisele foi mãe de Paolla Oliveira. FOTO: Globo/Raquel Cunha

 

MATERNIDADE

Na trama das 9, Cândida vive preocupada com a segurança da filha policial. Mãe de João, de 21 anos, e Carolina, 16, a carioca conta o que faria se estivesse na pele da dona de casa: “Uma coisa que faço como filosofia de vida é prestar atenção nos desejos dos filhos. Nada de querer impor. Um dos grandes problemas é quando a gente se sente pressionado a cumprir certos desejos. Meus filhos nunca pensaram em ser policiais, mas se quisessem, eu ia tentar lidar com isso da forma mais respeitosa possível. Mas que eu ia sofrer, ah eu ia sofrer muito!”

SEM COBRANÇAS

Cândida também acha que um bom marido é a solução de todos os problemas. Gisele discorda. “A mulher é criada para ser feliz com um homem do lado e é muito doido isso. Claro que encontrar um parceiro é sensacional, mas é uma pressão muito grande da sociedade pra casar, ter um marido”, analisa. Solteira há pouco mais de um ano, ela conta que não pensa em casar novamente, mas diz que sente falta de um parceiro. “É bom ter um companheiro. Mas  casar de novo e ter uma pessoa acordando do meu lado é puxado pra minha cabeça agora. É importante dividir, ser amada... Mas não a qualquer preço. Se pintar, eu vou adorar. Mas também não vou ser infeliz se não encontrar alguém”, conclui.



20/10/2017 - 17:27

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